Durante o evento, será distribuído o Guia de Direitos da Trabalhadora Doméstica – Laudelina Vive com informações sobre direitos trabalhistas, para ampliar o conhecimento sobre garantias legais ainda pouco acessadas por essa categoria
A Baixada Santista será palco de um momento histórico para a luta por direitos e valorização do trabalho doméstico. No próximo dia 28 de março, às 16h, será realizada a Assembleia de Fundação da Associação das Trabalhadoras Domésticas da Baixada Santista – Laudelina Vive, na sede da Associação Cultural José Martí (Rua Sergipe, 15, casa 2, Gonzaga) em Santos.
A iniciativa é resultado do Projeto de Fortalecimento das Trabalhadoras Domésticas da Baixada Santista realizado em parceria com o Instituto Caxangá e apoio da Fundação Fundo Brasil de Direitos Humanos, por meio do edital “Fortalecendo Trabalhadores Informais na Luta por Direitos”, que vem promovendo a organização coletiva, a formação e o acesso à informação para trabalhadoras da região.
Durante o evento, também será distribuído o Guia de Direitos da Trabalhadora Doméstica – Laudelina Vive, material educativo que reúne orientações sobre direitos trabalhistas, formas de acesso à proteção social e instrumentos para o enfrentamento de situações de violação de direitos. O guia tem como objetivo fortalecer a autonomia das trabalhadoras e ampliar o conhecimento sobre garantias legais ainda pouco acessadas por essa categoria.
Para a organização, a criação da associação representa um avanço importante na construção de um espaço permanente de articulação, acolhimento e defesa dos direitos das trabalhadoras domésticas na Baixada Santista — categoria historicamente marcada pela informalidade, desigualdade e invisibilidade social.
O evento é aberto ao público e reunirá trabalhadoras domésticas, lideranças sociais, representantes de entidades, sindicatos e apoiadores da luta por justiça social e igualdade de direitos.
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Sobre Laudelina de Campos Mello
?Laudelina de Campos Melo, ou DONA NINA, foi uma mulher gigante. Há 90 anos (1936) , ela criou a primeira associação das trabalhadoras domésticas no país, em Santos. Anos depois, em Campinas, fundou o primeiro sindicato da categoria. Foi uma atitude corajosa que mudou os rumos da história dos direitos trabalhistas no Brasil.
Ela organizava, ensinava, enfrentava e transformava. E, publicamente dizia: “Empregada não é de confiança, é de luta.” Enquanto muitas patroas queriam silêncio, Laudelina falava alto, trazia voz, organização e direitos. Ensinava outras mulheres a se defender, a conhecer seus direitos e a se valorizar. Por tudo isso, ficou conhecida como O TERROR DAS PATROAS — não por brigar, mas por mostrar que servir não é destino de ninguém.
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